Adoração essencial

Publicado: 06/03/2013 em Comunidade, Espiritualidade

Minha pergunta é sobre a adoração. Quais elementos são apropriados e quais não são?

A sua pergunta é extremamente importante. Um dos elementos principais da nossa missão é conclamar o mundo à adoração a Deus (Apocalipse 14:7). Na busca por diretrizes relevantes para nós hoje, lido com alguns dos principais elementos da adoração bíblica e suas expressões.

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1. Deus é o centro

A adoração é delimitada pelo reconhecimento pessoal e coletivo dos crentes que Deus é exclusivamente digno de suprema honra. Na Bíblia, Deus é o único objeto legítimo e exclusivo de adoração (Êxodo 20:2; Lucas 24:53), o que está fundamentado em Seu poder criador e redentor (Apocalipse 4:11; 5:12). A adoração é a resposta do ser interior à consciência da majestade, mistério e singularidade de Deus, revelados em Sua obra de criação e redenção. Confrontadas por Ele, nossas vidas encontram seu lugar de origem e vibram com alegria, ações de graças e o temor reverente que apenas Deus pode inspirar.

Uma vez que todas as outras coisas no universo pertencem à categoria de seres ou coisas criadas, é repreensível, até mesmo uma abominação, substituir a Deus como o centro da adoração por qualquer outro objeto. Esta visão fundamental da adoração bíblica deveria nos fornecer informações acerca da propriedade de qualquer atividade que seja parte desta adoração.

2. O papel da emoção

Adoração é mais do que uma atitude; é também uma ação. Uma vez que somos seres emocionais, é impossível separar a nossa emoção da prática da adoração. Neste santo ato, louvamos e damos graças a Deus (Salmo 118:28), expressamos nossa alegria e gratidão através de oferendas (1 Crônicas 16:29) e cânticos (Salmo 147:1). Até mesmo clamamos a Ele por livramento, perdão e direção (Salmo 139:23, 24; 142) como uma resposta à Sua presença em nossas vidas. A tentação é usar a adoração como uma avenida sócio-psicológica para “sentir-se bem” acerca de nós mesmos e sermos aceitos pelos outros. Quando isto ocorre, mudamos imperceptivelmente o centro e o foco da adoração para longe do nosso Criador e Redentor, com o risco de cairmos no campo da idolatria. Trazemos a Ele a nossa gratidão, necessidades, medos e preocupações, de forma a louvá-Lo pelo que tem feito e fará por nós.

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3. O papel do corpo

Não podemos separar a expressão da nossa emoção de nosso físico. Na adoração, vimos diante do Senhor como criaturas emocionais e corporais. O ato de adoração envolve nossos corpos como veículos através dos quais nossas emoções se expressam. Na Bíblia, os adoradores erguiam suas mãos para oferecer ao Senhor as suas petições (Salmo 141:2; 1 Timóteo 2:8), ficavam em pé (Marcos 11:25), ajoelhavam-se (1 Reis 8:54) ou se curvavam com suas faces no solo para adorar (Neemias 8:6). Eles usavam as suas línguas e lábios para cantar ao Senhor (Colossenses 3:16) e seus ouvidos para captar a beleza dos instrumentos musicais (Salmo 150:3-5) e a leitura das Escrituras (1 Timóteo 4:13). Adoradores ajuntavam-se em procissões que iam ao templo louvando ao Senhor (Salmo 68:24, 25) e, às vezes, a alegria era expressa através da dança ritual (Salmo 30:11).

A extensão com a qual o corpo é usado para expressar emoções varia de cultura para cultura. O que é apropriado em uma cultura pode ser ofensivo em outra. Desta forma, é importante manter em mente que o propósito da adoração não é estimular as nossas emoções e suas expressões corporais (como às vezes é feito através da música em alto volume), de maneira a criar uma sensação de bem-estar no adorador. Isto, mais uma vez, deslocaria Deus do centro exclusivo da adoração, colocando ali a satisfação de nossas necessidades psicológicas. O envolvimento moderado de nossas emoções e corpo na adoração coletiva não deveria distrair a nós e aos outros daquilo que é provavelmente mais importante, ouvir a Palavra do Senhor e a sua proclamação.

Vamos à igreja para adorar a Deus, louvar, reverenciar e agradecer a Ele por todas as Suas bênçãos, para sermos instruídos através de Sua palavra, para celebrar a Ceia do Senhor, para sermos equipados para proclamar o evangelho, e para a comunhão com outros crentes. Adoração não é uma forma de entretenimento que necessita ser ajustada ao gosto dos indivíduos utilizando práticas de marketing. A música que trazemos, os cânticos que cantamos, as orações que oferecemos, são nossas débeis tentativas de louvar ao Senhor e expressar o nosso amor e gratidão Àquele que tem feito tanto por nós através de Cristo.

Ángel Manuel Rodríguez, doutor em teologia, foi diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica da sede mundial da IASD. Publicado originalmente aqui. O texto traduzido foi retirado daqui. (Nota: eu não partilho da visão defendida pelo segundo site.)

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